O cenário: uma central de monitoramento com tecnologia própria
A segurança colaborativa se tornou uma nova fonte de receita e, em menos de três anos, passou a representar a maior operação de uma central de monitoramento da Grande São Paulo. Com faturamento acima de R$ 100 milhões por ano, a empresa atua em segurança e facilities — principalmente com portaria remota, vigilância e recepção para condomínios comerciais.
É uma operação com histórico de desenvolver tecnologia própria: já incorporou outras empresas de segurança eletrônica ao portfólio e mantém sistemas construídos internamente, incluindo um aplicativo próprio de portaria remota.
Desde 2018, a empresa já era cliente Monuv para suas necessidades tradicionais de segurança privada, utilizando a plataforma para gravação e armazenamento em nuvem das câmeras que operava.
O desafio: transformar uma oportunidade em uma nova operação
Mesmo com uma operação consolidada em condomínios, a empresa identificou uma lacuna: em muitos dos projetos que já atendia, o posto ou torre de segurança da portaria ficava sob responsabilidade de outro fornecedor. Havia ali uma oportunidade de mercado clara — ampliar a participação dentro da própria base de clientes, assumindo também essa frente.
O desafio não era tecnológico. Era transformar essa oportunidade em uma oferta própria: construir a proposta de valor, os materiais comerciais, uma equipe dedicada e uma operação capaz de vender e entregar esse serviço de forma recorrente — em múltiplas cidades, sem perder consistência.
Como a tecnologia viabilizou a expansão da Segurança Colaborativa
Por já confiar na infraestrutura Monuv para a segurança privada, a decisão de lançar a frente de segurança colaborativa recaiu naturalmente sobre a mesma tecnologia. A partir de janeiro de 2024, a empresa passou a contratar gravação em nuvem também para as câmeras das torres/postos de segurança colaborativa, com integrações ao Smart Sampa e ao sistema Muralha Paulista, dos órgãos públicos do estado de São Paulo.
O uso de LPR (leitura de placas) também é pontual — mas, diferente de soluções que dependem de câmeras com leitura de placa embarcada no próprio hardware, aqui o reconhecimento roda como um recurso de IA da própria Monuv, na nuvem, sem exigir esse tipo de câmera específica.
Como a arquitetura em nuvem já fazia parte da operação, expandir essa nova frente para múltiplas cidades do estado não esbarrou em nenhuma barreira tecnológica — os desafios ficaram concentrados na logística de equipamentos e na estruturação da equipe comercial.
Os resultados: mais de 1.100 câmeras em menos de 3 anos
Em dezembro de 2023, a segurança colaborativa não existia na operação. A partir de janeiro de 2024 essa frente decola: em novembro do mesmo ano, já ultrapassa em volume toda a base histórica de segurança privada. Em setembro de 2026, a segurança colaborativa já representa a maior parte de todo o parque de câmeras da operação — mais de 1.100 câmeras, um crescimento de mais de 170% sobre a base original de segurança privada (cerca de 400 câmeras).
Em menos de 3 anos, o que começou como uma oportunidade pontual em alguns condomínios virou a maior operação da empresa: hoje, para cada câmera da base tradicional, existem cerca de 3 câmeras rodando em segurança colaborativa.
De oportunidade pontual à maior operação da empresa
Quem já opera segurança privada tem a base tecnológica pronta pra lançar segurança colaborativa como uma nova frente de receita — sem custo de reconstruir a infraestrutura do zero. A diferença entre tratar isso como linha secundária ou como o novo motor de crescimento do negócio, neste caso, foi uma questão de menos de 3 anos.
Sendo a maior detentora de volume de câmeras em segurança colaborativa na América Latina, a Monuv já viveu — e resolveu — esse tipo de desafio de escala ao lado de outras centrais de monitoramento. A tecnologia está pronta; a pergunta é só quando cada operação vai decidir usá-la.



