A integração entre a plataforma Monuv e o Muralha Paulista representa um avanço importante para a segurança pública colaborativa no Estado de São Paulo. Na prática, ela permite que operações de monitoramento, empresas de segurança e integradores compartilhem câmeras privadas com o poder público de forma estruturada, padronizada e em escala.
Neste artigo, você vai entender como essa integração funciona, qual é o papel da Monuv, quais são os pré-requisitos e como realizar o processo passo a passo, com total clareza sobre o escopo atual da solução.
Segurança pública colaborativa, na prática
O Muralha Paulista é um programa do Governo do Estado de São Paulo voltado ao apoio investigativo e ao fortalecimento da segurança pública ao nível estadual, com foco no combate à mobilidade criminal, especialmente em rodovias, portos, aeroportos, metrôs, ônibus e demais eixos estratégicos de circulação.
O modelo se baseia na colaboração entre o setor público e o setor privado, permitindo que câmeras privadas com campo de visão voltado para vias públicas contribuam com investigações e análises realizadas pelo Estado.
Adendo importante
Câmeras posicionadas exclusivamente em áreas privadas, como garagens internas de condomínios ou ambientes sem visada para a via pública, não são elegíveis para integração ao programa. Ainda assim, as câmeras permanecem sendo privadas, a operação continua sob responsabilidade da empresa ou central de monitoramento, e o acesso do poder público às imagens ocorre exclusivamente para fins investigativos, seguindo critérios técnicos, operacionais e legais definidos pelo Muralha Paulista.
É justamente nesse ponto que a Monuv se insere, atuando como a camada tecnológica que organiza e operacionaliza essa colaboração, garantindo controle sobre quais câmeras são integradas, aderência aos critérios do programa e uma operação escalável para as centrais de monitoramento.
A Monuv e a integração com o Muralha Paulista
A Monuv atua como a camada tecnológica que conecta o parque de câmeras de segurança privadas ao Muralha Paulista. A plataforma Monuv não substitui o programa estadual e não interfere nas investigações conduzidas pelo poder público. Seu papel é simplificar e estruturar o processo de compartilhamento das imagens.
Na prática, isso significa que a câmera de segurança continua sendo do cliente, a operação segue sob controle da empresa de monitoramento, e a Monuv garante que o compartilhamento ocorra no formato correto, com dados padronizados e prontos para validação.
Sem uma plataforma intermediária, o processo tende a ser manual, repetitivo e pouco escalável, exigindo o cadastro câmera por câmera e o preenchimento individual das informações. Com a Monuv, O compartilhamento das câmeras pode ser realizado em lote, inclusive em centenas por vez, reduzindo significativamente o esforço operacional da central.
O que a Monuv oferece hoje na integração com o Muralha Paulista
Atualmente, a integração contempla exclusivamente o compartilhamento de câmeras ao vivo. As imagens são enviadas em tempo real para o Muralha Paulista, sem necessidade de gravação na Monuv.
Funcionalidades como leitura de placas e reconhecimento ou recorte facial estão previstas para serem implementadas em breve, ampliando gradualmente as possibilidades de uso da integração da plataforma Monuv com o Muralha Paulista.
Pré-requisitos para realizar a integração entre Muralha e Monuv
Antes de iniciar o processo, é fundamental garantir que alguns critérios sejam atendidos. As câmeras devem possuir visada para a via pública, conforme exigido pelo Muralha Paulista, sendo este um pré-requisito para a integração.
A câmera de segurança deve estar fisicamente localizada no Estado de São Paulo e cadastrada corretamente na plataforma Monuv, com endereço completo, CEP válido, latitude e longitude. Essa exigência se deve ao fato de o Programa Muralha Paulista ser estadual, instituído pelo Decreto n.º 68.828/2024, e coordenado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), visando integrar dados de todo o Estado, incluindo Capital, Região Metropolitana e Interior.
O responsável pelo cadastro precisa possuir uma conta GOV.BR ativa vinculada a um CPF. O cadastro do CNPJ é realizado em uma etapa posterior, no momento do compartilhamento das câmeras, conforme o fluxo do Programa Muralha Paulista.
Passo a passo para integrar o Muralha Paulista com a Monuv
O processo de integração foi desenhado para ser simples e replicável, inclusive em operações com grande volume de câmeras.
- Acesse a plataforma Monuv e crie o compartilhamento das câmeras No menu de compartilhamento, selecione a opção Muralha Paulista e escolha da câmera que será disponibilizada. Em cenários com grande volume de dispositivos, o processo pode ser realizado em lote com apoio do suporte técnico da Monuv.
- Exporte a planilha de integração Após criar o compartilhamento, a Monuv permite exportar automaticamente uma planilha no formato exigido pelo Muralha Paulista. O arquivo reúne informações como nome da câmera, endereço, CEP, coordenadas geográficas e link de acesso ao vídeo.
- Acesse o portal do Muralha Paulista Com a planilha em mãos, acesse o portal do Muralha Paulista e clique em “Cadastre sua câmera aqui”. Em seguida, faça login com a conta GOV, selecione a opção “Colaborador Muralha Paulista” e, por fim, escolha “Adicionar câmeras em lote” para iniciar o cadastro.
- Envie a planilha e conclua o cadastro Ao selecionar a opção “Adicionar câmeras em lote”, informe o CNPJ e a razão social. Em seguida, selecione a planilha exportada da plataforma da Monuv, aceite os termos de adesão e aguarde a validação pela plataforma do Muralha Paulista. Observação importante: Para realizar o envio da planilha, o computador utilizado precisa ter o Microsoft Excel instalado. Em alguns casos, a ausência do Excel pode impedir o upload correto do arquivo.
- Aguarde a validação das câmeras O sistema do Muralha Paulista valida automaticamente se o CEP pertence ao Estado de São Paulo, se todos os campos obrigatórios estão preenchidos e se a câmera possui visada para a via pública, conforme os critérios do programa. Câmeras que não atendem a esses requisitos são rejeitadas.
Ao final desse processo, a integração passa a funcionar de forma contínua, permitindo que as câmeras compartilhadas apoiem iniciativas de segurança pública de maneira estruturada e confiável.
O que acontece após a aprovação
Após a aprovação da integração, o Muralha Paulista passa a ter acesso ao vídeo ao vivo das câmeras compartilhadas. A gravação, bem como a análise e investigação dos dados, ficam sob responsabilidade do próprio Estado.
A Monuv não acessa informações investigativas nem resultados analíticos gerados pelo programa. Sua atuação se limita à atuação como uma camada de integração.
Atenção: a validação das câmeras não é apenas automática. Todas passam por análise técnica, e o posicionamento e a disponibilidade do vídeo são critérios decisivos.
Participação de pessoas físicas
O programa também permite a participação de pessoas físicas, mesmo sem CNPJ. Nesse caso, o cadastro é realizado individualmente no portal do Muralha Paulista.
Para isso, basta clicar em “Adicionar”, informar o nome da câmera, o local de instalação e inserir o link de acesso ao vídeo.
Boas práticas para operações de monitoramento
Para garantir um processo fluido, é essencial cadastrar corretamente o endereço das câmeras, validar o CEP antes do envio da planilha e acionar o suporte da Monuv em operações de maior escala. Também é importante alinhar a comunicação comercial e institucional ao escopo real da integração, evitando promessas que não correspondam ao estágio atual da solução.
Próximos passos para sua operação de monitoramento
A integração entre Monuv e Muralha Paulista torna a segurança pública colaborativa operacionalmente viável para operações de monitoramento que precisam escalar, padronizar processos e reduzir complexidade técnica. Ao centralizar o compartilhamento de câmeras de segurança e estruturar o envio das informações no formato correto, a Monuv conecta o setor privado ao poder público de forma clara, segura e eficiente.
Esse modelo amplia o impacto das câmeras privadas, fortalece a colaboração com iniciativas estaduais e contribui para um ecossistema de segurança mais integrado e profissional.
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