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Integração Muralha Paulista: passo a passo para compartilhar câmeras com a Monuv

Veja como funciona a integração Muralha Paulista: requisitos, login com gov.br, planilha em lote e o que acontece depois da aprovação das câmeras.

8 min de leitura

A integração Muralha Paulista com a Monuv envia ao programa estadual o vídeo ao vivo e as leituras de placa de câmeras privadas voltadas para a rua. O envio é feito em lote. Você escolhe as câmeras na Monuv, exporta uma planilha pronta e envia essa planilha no portal do programa, com login gov.br. Depois da validação, o programa passa a acessar o vídeo ao vivo dessas câmeras.

Este é o guia prático, com cada etapa. Para entender antes o programa e seus objetivos, leia Tudo o que você precisa saber sobre o Muralha Paulista.

A seguir, você vê os requisitos, o passo a passo, o que acontece após a aprovação e os erros que mais travam o cadastro.

Como funciona o Muralha Paulista hoje

O Muralha Paulista foi criado pelo Decreto estadual nº 68.828/2024, junto à Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP). O objetivo declarado é restringir a mobilidade criminal no Estado. O decreto também determina uso exclusivo para segurança pública, com respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O programa reúne câmeras públicas e privadas numa plataforma única. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública divulgados em setembro de 2026, são mais de 125,5 mil câmeras e sensores, com 613 municípios aderentes. Do lado do governo, as imagens passam por recursos como leitura de placas, reconhecimento facial e cruzamento com bases oficiais.

A participação de câmeras privadas é voluntária e sem pagamento. Quem colabora autoriza o uso das imagens para segurança pública ao aceitar um termo no portal.

Quem pode participar da integração Muralha Paulista

Podem participar pessoas físicas e empresas que tenham câmeras filmando logradouros públicos, ou seja, ruas, calçadas e avenidas. Isso inclui comércios, condomínios, empresas de vários segmentos e operações de monitoramento que gerenciam câmeras de muitos locais.

Há dois caminhos de cadastro no portal:

  • Pessoa física (sem CNPJ): cadastro individual, câmera por câmera. Cada pessoa pode cadastrar até 10 câmeras por vez, segundo o Governo de SP.
  • Empresa (com CNPJ): cadastro em lote, enviando uma planilha com várias câmeras de uma vez.

O segundo caminho é onde a Monuv faz diferença. Sem uma plataforma, a empresa precisa montar a planilha à mão, com endereço, coordenadas e link de vídeo de cada câmera. Com a Monuv, a planilha sai pronta e o envio pode reunir centenas de câmeras.

Requisitos para a integração com o Muralha

Antes de começar, veja se a sua operação atende a estes requisitos:

  • Visada para a via pública. A câmera precisa filmar rua ou calçada. Câmeras que mostram só áreas internas, como garagens de condomínio, não são aceitas.
  • Localização no Estado de São Paulo. O programa é estadual e valida se o CEP pertence a SP.
  • Cadastro completo na Monuv. Cada câmera precisa ter endereço completo, CEP válido, latitude e longitude.
  • Conta gov.br ativa. O responsável pelo envio faz login com a conta gov.br vinculada ao próprio CPF.
  • CNPJ e razão social. São informados no portal na hora do envio em lote, não no login.
  • Termo de adesão. O envio só é concluído após aceitar o termo que autoriza o uso das imagens.

Um detalhe prático: para enviar a planilha, o computador usado precisa ter o Microsoft Excel instalado. Sem ele, o upload do arquivo pode falhar.

O que a Monuv entrega na integração Muralha Paulista

A Monuv é uma plataforma de videomonitoramento em nuvem, um VMS (sistema de gestão de vídeo) que reúne câmeras e gravadores de diferentes fabricantes. Na integração, ela funciona como a camada que organiza e padroniza o envio das câmeras ao programa.

Hoje, a integração entrega:

  • Compartilhamento de vídeo ao vivo. As imagens seguem em tempo real para o Muralha Paulista, sem exigir gravação na Monuv.
  • Leituras de placa. Nas câmeras com a IA de leitura de placas, as placas lidas também seguem para o programa.
  • Seleção de câmeras na plataforma. Você decide exatamente quais câmeras entram, no menu de compartilhamento.
  • Planilha no formato do programa. O arquivo traz nome da câmera, endereço, CEP, coordenadas e link de acesso ao vídeo.
  • Envio em lote. Uma só planilha pode reunir centenas de câmeras, com apoio do suporte da Monuv em grandes volumes.

A câmera continua sendo do cliente, e a operação segue com a empresa responsável por ela. A Monuv não substitui o programa estadual e não participa das análises feitas pelo governo.

Passo a passo da integração Muralha Paulista com a Monuv

O processo é simples e pode ser repetido sempre que novas câmeras entrarem na operação.

1. Crie o compartilhamento na Monuv

Na plataforma, acesse o menu de compartilhamento de câmeras e escolha a opção Muralha Paulista. Selecione as câmeras que serão disponibilizadas. Em operações com muitas câmeras, o suporte técnico da Monuv pode ajudar a fazer isso em lote.

2. Exporte a planilha de integração

Depois de criar o compartilhamento, exporte a planilha gerada pela Monuv. Ela já vem no formato exigido pelo Muralha Paulista. Antes de seguir, revise se todas as câmeras têm endereço, CEP e coordenadas corretos.

3. Faça login no portal do Muralha Paulista

Acesse o portal do Muralha Paulista e clique em "Cadastre sua câmera aqui". Faça login com a conta gov.br. Em seguida, selecione "Colaborador Muralha Paulista" e escolha "Adicionar câmeras em lote".

4. Envie a planilha e aceite o termo

Informe o CNPJ e a razão social da empresa. Selecione a planilha exportada da Monuv e aceite o termo de adesão. Use um computador com Microsoft Excel instalado para evitar falha no upload.

5. Aguarde a validação

O sistema do programa valida se o CEP é de São Paulo e se os campos obrigatórios estão preenchidos. As câmeras também passam por análise técnica, que avalia o posicionamento e a disponibilidade do vídeo. Câmeras fora dos critérios são rejeitadas.

Muralha Paulista login: como acessar o portal

Quem busca "Muralha Paulista login" normalmente quer cadastrar ou gerenciar câmeras como colaborador. O acesso é feito pelo próprio portal do programa, no botão "Cadastre sua câmera aqui", sempre com a conta gov.br.

O login é pessoal, ligado ao CPF de quem faz o cadastro. Por isso, em empresas, vale definir quem será o responsável pelo envio e guardar esse acesso com cuidado. O CNPJ só entra depois, na etapa de envio em lote.

O que acontece depois que as câmeras são aprovadas

Com a aprovação, o Muralha Paulista passa a acessar o vídeo ao vivo das câmeras compartilhadas. Gravação, análise e investigação ficam sob responsabilidade do Estado.

A Monuv não recebe retorno do programa. Ela não acessa resultados de análises nem informações de investigações. O papel dela é só garantir que o compartilhamento aconteça no formato correto e de forma contínua.

Para a operação, o cuidado passa a ser a disponibilidade das câmeras. Uma câmera offline ou com a imagem obstruída deixa de contribuir. O Conf.IA, recurso da Monuv, avisa quando uma câmera está sem conexão ou com a imagem prejudicada. Isso ajuda a garantir que todas as câmeras funcionem.

Erros comuns na integração Muralha Paulista

A maioria das rejeições vem de detalhes simples. Os mais frequentes são:

  • CEP errado ou de outro estado. O programa recusa câmeras com CEP fora de SP.
  • Coordenadas ausentes ou trocadas. Latitude e longitude precisam bater com o endereço.
  • Câmera sem visada para a rua. Imagens só de áreas internas não entram no programa.
  • Vídeo indisponível na análise. Câmera offline no momento da validação pode ser recusada.
  • Upload sem Excel. Sem o Microsoft Excel no computador, o envio da planilha pode falhar.

Revisar o cadastro das câmeras na Monuv antes de exportar a planilha evita a maior parte desses problemas.

Por que integrar pela Monuv

Para quem gerencia muitas câmeras, o cadastro manual no portal é lento e sujeito a erro. A integração pela Monuv troca esse trabalho repetitivo por uma planilha gerada automaticamente, com dados padronizados.

Isso dá mais controle sobre o que é compartilhado e mais escala para a operação. O mesmo VMS em nuvem também conecta a operação a outros programas, como o Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo. Veja todos em segurança pública colaborativa e o guia da integração com o Smart Sampa.

Para centrais de monitoramento, isso significa oferecer aos clientes uma forma estruturada de apoiar a segurança pública, sem criar um processo paralelo.

Perguntas frequentes

  • Como funciona o Muralha Paulista para quem tem câmera? Você cadastra no portal do programa câmeras que filmam a via pública e aceita um termo de uso das imagens. Depois da validação, o programa passa a acessar o vídeo ao vivo dessas câmeras para fins de segurança pública.
  • Como fazer login no Muralha Paulista? Acesse o portal muralhapaulista.sp.gov.br, clique em "Cadastre sua câmera aqui" e entre com sua conta gov.br. Empresas escolhem a opção de colaborador e informam o CNPJ na etapa de envio em lote.
  • Pessoa física pode participar do Muralha Paulista? Sim. Pessoas físicas fazem o cadastro individual, informando nome da câmera, local de instalação e link de acesso ao vídeo. Cada pessoa pode cadastrar até 10 câmeras por vez.
  • Quais câmeras são aceitas na integração com o Muralha? São aceitas câmeras no Estado de São Paulo que filmam ruas, calçadas ou avenidas. Câmeras que mostram só áreas internas são rejeitadas na validação.
  • A Monuv recebe as informações geradas pelo Muralha Paulista? Não. A Monuv só faz o envio do vídeo ao vivo e das leituras de placa no formato do programa. Análises, alertas e investigações ficam com o Estado.

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